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Observatório


Repúdio à nota publicada no Jornal O Debate, de 04 a 10 de dezembro de 2009 - Rio das Ostras

em A CIDADE NÃO PARA , 83 Temas

Queremos aproveitar o espaço do Portal Humano Mar para publicizar o texto de repúdio à nota publicada pela colunista Jussara Leite no Jornal O Debate, periódico de grande circulação em Rio das Ostras, cujo conteúdo discriminatório e preconceituoso referente ao trato à população em situação de rua, abalou as opiniões e está mobilizando um grupo de pessoas, entre professores, estudantes e profissionais de diversas áreas, que pretendem responder à sociedade através de ações que questionem o papel da imprensa local como veículo formador de opinião.
Dentre estas ações, a primeira é a tentativa de ver publicado no referido jornal o texto em resposta à nota, construído coletivamente e que pode ser assinado por todos que compartilharem da opinião. Basta enviar seus dados (nome completo, profissão/vínculo institucional/ município) para tatipontocom@hotmail.com.

Segue abaixo a referida nota e, na seqüência, o texto de repúdio:

NOTA:
“INCIDENTE GRAVE: Só grave não! Gravíssimo. O assassinato do morador de rua foi horrível! Eu não os quero aqui, mas daí a querer a morte dos coitados, ainda mais da maneira que foi. Credo! Já era de se esperar que mais dia menos dia fosse acontecer, pois eles se alimentam de álcool, ficam juntos a maior parte do tempo, já estavam mantendo relações sexuais na areias da praia do Centro porque já era visto e notório a presença de mendigas também. Enfim, os locais por eles freqüentados estavam insuportáveis não só pelo aspecto dos mesmos, como pelo mal cheiro e pelos abusos que os transeuntes eram obrigados a aturar. Por hora eles sumiram, mas se nada for feito para impedir o regresso, logos eles estarão de volta. Não permitam que isso aconteça! Aproveitem a oportunidade do sumiço! Tem muita cidade e lugarejos para eles irem baixar o santo deles fora de Rio das Ostras. Esta cidade é limpa e tem que permanecer assim! O que me preocupa são os cachorros que os acompanhavam. O que será feito deles? Ah, as ciganas já chegaram pegajosas nos segurando pelo braço com toda a intimidade. Realmente não dá pra ser feliz desse jeito! São mendigos, são ciganos, travestis dazendo vida, traficantes, ladrões e assaltantes, tarados, realmente a coisa está ficando difícil. A coisa está feia!” (Jussara Leite)


TEXTO-REPÚDIO:

PÚBLICO & PRIVADO: Opinião, violência e discriminação.
As relações sociais contemporâneas têm sido marcadas por várias manifestações de violência. Intolerância, preconceito e discriminação estão presentes nas várias esferas da vida em sociedade: no futebol, nas relações de trabalho, nas universidades, nos diferentes espaços públicos e privados. Parte dessa violência tem sido alimentada pela visão distorcida e preconceituosa de que a sociedade é dividida entre cidadãos de bem e a escória. A escória pode ser representada pelo torcedor do time adversário, pelas pessoas em situação de rua, pelos profissionais do sexo, pelos pobres, pelos negros, pelos desempregados, pelos homossexuais, pelos usuários de drogas ou qualquer outro segmento social que represente uma “ameaça” a “harmonia e a paz social”. Os que se consideram cidadãos de bem se sentem autorizados a manifestar suas opiniões odiosas contra os diferentes segmentos sociais, exigindo solução, em muitos casos eliminação, para tudo o que avaliam repugnante aos olhos de um grupo que se concebe como uma casta superior com autoridade para falar em nome da “sociedade” e dos “direitos”.

A nota publicada por Jussara Leite na edição do Jornal O Debate de 04 a 10 de dezembro de 2009 é emblemática neste sentido. Lamentavelmente a opinião manifestada nesta nota não expressa apenas uma opinião particular, mas a de muitos que “assistem” a vida pelas lentes do preconceito e do privilégio. Toda opinião pública – assim a consideramos por ter sido veiculada em um jornal local – é legítima se as referências e os valores que defende se colocam nos limites da democracia e dos direitos humanos. No entanto, o modo como a tragédia envolvendo a morte de uma pessoa em situação de rua foi abordada por Jussara Leite e suas opiniões sobre a oportunidade aberta para “nos livrarmos dessas pessoas”, seu sentimento de solidariedade exclusiva aos cães que acompanhavam essas pessoas, sua clara fobia às condições de higiene e ao comportamento das pessoas em situação de rua, seu moralismo dirigido aos profissionais do sexo, merecem questionamento e repúdio.

Primeiro por ignorar que as pessoas que vivem em situação de rua representam uma incapacidade de nossa sociedade de oferecer políticas sociais públicas capazes de assegurar o sistema, universal, de Seguridade Social, inscrito em nossa Constituição Federal. Segundo porque concebe o espaço público como espaço privado, considerando que pode, em nome dos cidadãos de bem, definir quem merece ou pode transitar e se apropriar dele, ignorando princípios Constitucionais como o direito de ir e vir e a validade da cidadania em todo território nacional. Terceiro porque sua avaliação sobre as situações apresentadas - que envolvem pessoas em situação de rua, profissionais do sexo e ciganos – e seu apelo por soluções imediatas e autoritárias (higienização), ao desconsiderar as reais determinações sociais que contribuem para essas manifestações das desigualdades sociais e do abandono por parte do poder público, contribuem para alimentar e legitimar práticas de extermínio cada vez mais consolidadas em nossa sociedade autoritária e conservadora, como assassinatos de moradores de rua, de profissionais do sexo, de homossexuais, de jovens pobres da periferia, como confirma a ação das milícias no Rio de Janeiro, da polícia e de vários grupos de extermínio em todo território nacional.

Do mesmo modo que tais avaliações reforçam a ideia enganosa de que a ameaça, a violência, a miséria ou o abandono das ruas são atributos ou situações vivenciadas apenas pelos “de fora”, pelos “estrangeiros”, obscurecendo o fato de que os impactos sociais do modelo de “crescimento e desenvolvimento” adotado pelo município colocam os próprios rio ostrenses em situação de vulnerabilidade social. Não é a presença de pessoas em situação de rua, de profissionais do sexo, de ciganos que impedem nossa felicidade e a possibilidade de vivermos numa cidade limpa e segura, mas o moralismo e o preconceito odiosos que espiam das janelas protegidas por grades e só tem olhos para os diferentes, para os que não tem voz e poder econômico e político, atribuindo-lhes individualmente responsabilidade por situações geradas socialmente. O mesmo moralismo e preoconceito odiosos que fecham suas janelas gradeadas e não querem ver a violência do desemprego, da corrupção, do coronelismo, do clientelismo, do abandono por parte do poder público nas áreas de sua responsabilidade (Saúde, Educação, Assistência, Emprego, Moradia, Saneamento Básico).

A cidadania e a democracia exigem, não a eliminação das pessoas, mas a eliminação de todas as formas de violência (como as citadas acima), inclusive a violência do preconceito e da discriminação, que molda uma “opinião pública” conivente com o extermínio daqueles que são considerados a "escória social".

por Tati Tavares em 09.12.2009
::::::COPIANDO OS COMENTÁRIOS RECEBIDOS POR EMAIL::::::

1 - Não é a primeira pérola desta senhora. Conte comigo.Abraço
Patrícia Fortes


2 - A Jussara Leite é uma infeliz. Acompanho seus ‘artigos’ há uns 5 anos nos jornais da cidade. Uma candinha fofoqueira, que vive levantando comentários inapropriados em seus escritos altamente alienantes, onde mostra o baixíssimo nível de seus valores éticos e morais.
A questão agora em seu último artigo não é apenas o preconceito explícito e a ausência completa de senso democrático, social e humanista, mas também a utilização de um grande jornal local para ser o canal de comunicação, a fala de quem deveria (e se pretende) um formador de opinião.
Proponho levantarmos esta questão. Que editor é esse que permitiu a veiculação deste comentário infeliz da Dona Jussara Leite na última edição do Debate? Eu conheço os editores, e estou encaminhando estes emails para os mesmos.
Nossa imprensa está falida! Para quem ela trabalha? A favor de quem e do quê?
Creio que devamos criar um movimento em Rio das Ostras em favor da mídia democrática e cidadã. Estamos debatendo no Congresso Nacional a 1ª e tardia Conferência de Comunicação do Brasil. Devemos exercitar o direito da fala coletiva extinta na prática jornalística dos profissionais e diretores dos periódicos que circulam em Rio das Ostras. Ou a linha editorial opera em favor do poder hegemônico ou contra este. Nossa imprensa não sai disso, não amplia, não propõe reflexão, não trabalho para atender, para esclarecer o trabalhador, o cidadão, o eleitor. O leitor, a população de Rio das Ostras não tem um jornal para ler e saber realmente quais os problemas que afetam a cidade, quais os investimentos a gestão pública tem feito para resolver questões de base... em suma, o rio ostrense não pode cotar com os serviços de um jornal na cidade.
Estampar notícias de projetos financiados pelo governo na primeira página e ter várias páginas inteiras de anúncios bancados pela prefeitura... distribuir esse produto e fazer com que todos o engulam goela abaixo é um insulto. Tentam dizer que somos ignorantes e que isso é um jornal. Mas estamos todos de olhos bem abertos e atentos a essas atrocidades cometidas por quem está à frente (e por trás) dos meios de comunicação em Rio das Ostras, e em ação!
E para quem achava que ele não vinha... ele vem aí!
Leonor Bianchi, Jornalista, ImprensaBR , Assessoria de Comunicação

3 - As fascistas palavras da formadora de opinião refletem em muito o pensamento dominante. Quantas vezes ouvi e presenciei autoridades do Governo Municipal afirmarem na rádio ou nos "jornais" que 'devolveriam' essas populações de rua aos seus locais de origem... A Secretaria de Bem Estar Social manteve, não sei se ainda rola, uma política de financiar passagens para todo pobre, miserável, mendigo, morador de rua que quisesse voltar 'aos confins de onde vieram'...
Poderiam "devolver" os corruptos, manipuladores e ignorantes que tomaram de assalto a cidade e a Região... mandar prá tonga da mironga do cabuletê...
O que é mais triste é pensar que tudo isso é feito e financiado com o dinheiro público: de um lado o transporte expulsatório dos menos assistidos, que não se reflete em uma política inclusiva, não toca nos problemas centrais estruturais da sociedade que levam à pobreza, à mendicância, ao alcoolismo, de outro a financiada e instrumentalizada imprensa riostrense... Pseudo formadores de opinião, pseudos editores e jornalistas e fofoqueiros das piores espécies são mantidos nessa cidade pelo dinheiro de todos.

É algo que precisa ser repudiado, ao mesmo tempo que o controle social tem de ser exercido. Vamos publicizar e politizar esse debate. Quais estratégias e ferramentas podemos utilizar?
Tomei a liberdade de colar os emails enviados anteriormente nas diferentes listas que recebi a partir do email disparador da Tati Tavares, assistente social e moradora de Rio das Ostras, de modo a contextualizar entre todas as redes nas quais estou propondo o debate e envolvimento.
Sds, Bruno Mattos

4 - Incrível como os cachorros-mendigos geraram muito mais preocupação nesta mulher do que os próprios "mendigos e mendigas". É lamentável que essas pessoas sejam tratadas como entulho, basta ligar e a prefeitura prontamente os despeja em outro canto, outra cidade ou lugarejo para que eles possam "baixar santo ou se alimentar de álcool". Nada pode ser feito para impedir o regresso deles porque a sociedade e o poder público apenas reproduz e corrobora com essa situação de marginalidade, empurrando-os pra lá, ignorando-os, e alimentando um asco que tende a se voltar contra nós mesmos (é asqueroso tanta desumanidade).
E por ter trabalhado algum tempo com estas pessoas em Campos, por te me disposto a sentar na calçada e ouvir suas histórias, sinto que é necessário respeitar suas vontades, mesmo que estas vontades não sejam autônomas, para que então, a partir do estabelecimento de relações de confiança, alguma mudança (extra territorial e espacial) possa ser implementada pelo poder público e assimilada por estes sujeitos. Penso que as políticas que surtem mais efeito junto aos moradores de rua são as políticas públicas de geração de emprego e renda, estas sim, funcionariam como uma bola de neve dignificando diversos aspectos da vida destes homens e mulheres.
Quanto aos cães, mais uma comprovação de que eles são os melhores amigos do homem.
Carla Mota - Assistente Social

5 - Cara Leonor,
Este é o retrato de uma cidade que esta decadendo a olhos vistos. Este pasquim (que promove o "Resgate" do famigerado "jornalismo" de cabresto mais vil ) de aluguel ao qual, infelizmente, fui obrigado a trabalhar devido às intempéries financeiras que, felizmente se foram; vive de dar espaço à todo o tipo de lixo reacionário que faz parte desta mescla podre que forma a maioria da população fixa e turística deste "Valão das poluídas Ostras" ( Antes a aprazível Rio das Ostras ), aonde ainda vivo. Posso tacar o pau nesta infeliz e nesta merda de periódico de merda, mas quem irá publicar? A sua revolta e a de todos, tem que ter voz e visualização. Me explique como fará e eu vejo no que posso ajudar.
Michelângelo

6 - Apoiamos a iniciativa e nos colocamos à disposição para auxiliar na redação deste manifesto.
As palavras desta Jussara Leite são de revirar o estômago.
Ela faz uma leitura egoísta, superficial e inconseqüente do panorama social de Rio das Ostras.
Lamentável!
Observatório Ambiental Humano Mar

7 - Em relação ao repúdio à nota da Jussara Leite, publicada em O DEBATE Rio das Ostras, de 04 a 10 de dezembro de 2009, a editoria deste jornal deixa claro em seu expediente que as informações expostas nesta coluna são de inteira reponsabilidade de seu autor, não representando a opinião do jornal.
Segue texto do expediente, localizado na página 4, que confirma tal posição:
"Os textos das colunas e das matérias assinadas são de inteira resposabilidade dos autores, não significando, portanto, a opinião deste veículo de comunicação".
Qualquer revolta, indignação e repúdio deve ser direcionado a colunista que assina, portanto, Jussara Leite.
Erika Enne (Editora do jornal O Debate)

8 - Caros colegas,
É lamentável que uma postura preconceituosa como esta tenha espaço em um jornal, mas infelizmente, a posiçao desta pessoa é compartilhada por outros moradores de Rio das Ostras, por isso é urgente a necessidade de tomarmos uma posição e nos manifestarmos. Prof. Raimunda - Serviço Social - PURO/UFF

9 - Podem contar comigo, mesmo de longe.
Abraços,
Teresa Marins, Assistente Social



por Tati Tavares em 10.12.2009
10 - Senhores,
O eco reverberou mais do que imaginaríamos.
Vejam vocês que a intimidação ainda é o instrumento mais utilizado nos grotões deste país... por quem utiliza os aparelhos ideológicos do Estado para estar e manter-se no poder.
Em função da colocação que fiz nesta lista de e-mails, ontem, a respeito da nota publicada no jornal O Debate, de autoria da colunista Jussara Leite, passei a tarde de hoje (7 de dezembro) recebendo diversas mensagens intimidadoras via telefone celular de uma pessoa que não se identificou. Sem reproduzir o conteúdo absurdo de todas elas, destaco apenas uma onde o recado era: “Você não sabe quem é Jussara. Fique na sua.”
Se o intuito era a paralisia, a intimidação, o aprisionamento de idéias e o silenciamento de vozes, creio que o tiro saiu pela culatra. O movimento de repúdio à nota da senhora Jussara Leite tomou força em apenas 24h e o cidadão rio ostrense, ao contrário do que quereriam e imaginariam os ‘assessores’ desta, vem mostrar o efeito reativo a atitudes de tentativas de controle como esta.
Após receber a mensagem citada acima – altamente comprometedora para quem a enviou - telefonei para a senhora Erika Enne, editora do jornal O Debate.
Em minha ligação, ressaltei que tinha enviado meu email de ontem com cópia para seu endereço eletrônico e para uma legião de moradores da cidade... leitores do jornal... e que acreditava ser de interesse dos diretores do mesmo tecer um breve parecer diante do fato.
A resposta da senhora Erika Enne foi: “Leonor, eu não tenho nada a ver com isso. Está lá no Expediente do jornal para todos saberem: os responsáveis pelas colunas são seus autores. E além disso não tenho tempo para responder este e-mail, tenho muitas outras prioridades”.
Diante dessas palavras, apenas expressei minha lástima em ouvir tais avaliações simplistas de um profissional tão jovem e declaradamente descompromissado com o exercício da prática jornalística.
Minutos depois, a editora do Debate retornou-me um telefonema comunicando o envio de um email para a lista ratificando seu argumento já apresentado anteriormente ao telefone para mim, ou seja, que não tinha nada com isso e que a autora da coluna que segurasse o pepino. Inclusive, ela (a editora, não tinha nada a ver também com as mensagens de ameaça que recebi durante o dia em meu celular) nem ela nm o jornal, seus dirtores, ninguém que representasse o referente veículo.
Fiquei surpresa com o fato de a editora ter rapidamente refeito sua lista de prioridades e ter incluído entre a pauta do dia o envio do e-mail à lista... contudo, continuo pensando que é importantíssimo o aprofundamento do debate sobre o pouco ou nenhum comprometimento dos profissionais de jornalismo com a causa mesma da imprensa livre, democrática e cidadã em nossa cidade.
E, contrariamente ao que já é praxe entre os ‘donos’ dos jornais locais, não darei recados para a senhora Jussara Leite através de emails coletivos à lista, tampouco por ligações telefônicas, torpedos SMS, informes publicitários em outros impressos locais. Meu recado já vem sendo transmitido através do meu trabalho... para quem desejar conhecê-lo. Respeitar o cidadão e aproveitar o espaço útil de um impresso para publicizar informações de interesse social faz parte dele. Incitar troca de farpas pessoais, troca de figurinhas entre as partes beneficiadas, armar falácias e calúnias, ou fazer ameaças e enviar recados e tantas outras atitudes semelhantes, não.
Aguardemos (agindo!) o desenrolar dos fatos, e qual será a ameaça pública que esta senhora fará nas páginas do próximo número do jornal O Debate, em acordo com os editores e diretores do jornal.
Salve Nossa Senhora da Conceição!
Saravá!
Não á imprensa institucionalizada!
Em prol de uma Imprensa Livre, Democrática e Cidadã em Rio das Ostras.
Leonor Bianchi

11 - Acho que é preciso criar um veículo independente, mesmo que a gente se juntasse e no inicio fosse de feito em xerox.
Pensem na idéia, não acho impossível conseguir criar um material próprio. Eu to dentro.
Abraço
Matheus Thomaz Assistente Social

12 - Fiz a colagem de emails abaixo para demonstrar entre os diferentes componentes das diferentes listas, como a coisa tá repercutindo, de modo as listas que não se comunicam entre si possam saber o que outros estão dizendo...
Acho muito admirável tamanha repercussão, mas fundamental que ela ganhe corpo e consiga sair do espaço virtual... o problema avolumou-se e não se trata mais apenas da opinião desqualificada de uma colunista num jornaleco de quinta, mas de discutir problemas estruturais e conjunturais que estão incrustados na cidade e no país, como a liberdade de expressão, a responsabilidade nessa expressão, o papel da imprensa, a sua cooptação pelos poderes público e privado, o distanciamento da comunicação de sua função social, a inserção da Universidade Pública - já que temos uma na cidade - na politização desse tipo de debate, na formação de opinião e produção de conhecimento que emancipe mentes e ressignifique atitudes, a ética profissional...
Sugiro iniciarmos a produção de um repúdio em forma de texto (poderia haver um núcleo base que esboçasse alguns argumento e idéias) e reproduzir isso, mas para além, temos que manter o empenho com tantas outras questões que causam vergonha e repulsa em nossa sociedade local, regional, nacional, etc.
Sobre veículo independentes, apoio e fomento a proposta do Matheus, que mesmo que seja em forma de xerox... precisamos dar e ter voz nessa cidade. Pessoas que pensam despidas de preconceitos, de cooptações, de medos, de puxa saquismos...
abçs
Bruno Mattos

13 - Apenas para colocar um pouco mais de lenha nessa fogueira, gostaria de lembrar que a essência do que foi dito pela articulista preconceituosa, remonta ao início do século passado e tem o sugestivo nome de "higienização". No Rio de Janeiro do prefeito Pereira Passos as populações pobres foram desalojadas de seus cortiços e empurradas para áreas periferéricas com o obetivo de "limpar e embelezar" o centro do Rio. Vejam que até hoje o conceito de limpeza vem carregado desse estigma, como se o fim da miséria viesse apenas com o seu afastamento do espaço em que eu circulo, ou seja, se eu não vejo ela não existe. Sem dúvida, está mais do que na hora de abrirmos uma discussão séria, no âmbito inclusive acadêmico, sobre essa questão. Não estamos apenas em Rio das Ostras, nós - o PURO/UFF- também somos riostrenses.
Um abraço, Áureo. (Historiador e professor universitário)

14 - Eu e o Fazenda Virtual estamos junto com vocês. Carta feita, carta publicada.
Deixo um videozinho:
http://www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs
E um blog: O nome dele é Classe Média Way of Life e ele é um guia para o sucesso e a wealth de nossa classe média.
A ironia do autor é sensacional! Confiram!
http://classemediawayoflife.blogspot.com/
Josinaldo Medeiros

por Tati Tavares em 10.12.2009
15 - Olá a todos e todas.
Pra quem não me conhece eu sou o Noel (Rodrigo virou quase apelido) e sou estudante da UFF.
Então...acho que é preciso avançar numa resposta a esta distinta jornalista (será?), entretanto faço um sincero apelo para que esta resposta (ou seja lá o nome que preferirem utilizar) seja política em sua essência e com menos nervosismo (ou vontade de fazer algo), como me parece pelos e-mails que tenho recebido. Ou seja, devemos aproveitar a disposição das pessoas envolvidas e direcionar para a elaboração o mais breve possível, pois senão esse esforço será dispersado.
Enfim...vez por outra eu faço alguns orçamentos em gráficas, o Matheus levantou (sabiamente) a possibilidade de pensarmos numa publicação ou algo do tipo. Pra vcs terem uma noção, um jornal com tiragem de 5.000 exemplares (preto e branco) sai ao custo de R$309 (10.000 a R$490), se acharem viável...eu topo mais uma vez!
O conteúdo da nota publica por essa distinta jornalista merece uma resposta política categórica e o mais breve possível.
Um abraço fraterno, Noel.

16 - A Editora ta montada...o Crítica Urbana ja saiu três vezes.....é só ter gente para apoiar..escrever...arranjar anúncio e etc. Uma andorinha só, não faz verão!
Saravá!
Robson Huebra (Rio das Ostras)

17 - Pra quem está acompanhando a baixaria da Jussara Leite e seus assessores. Agora à tarde chegaram ao meu celular mais mensagens ameaçadoras com conteúdos inacreditáveis.
A pessoa agora se identificou como sendo um homem e disse: “vc está ‘fudida’, aguarde os jornais!” e “A babaca fala dos jornais de Rio das Ostras, aguarde”, entre outras coisas do mal. Envolveu o nome do Rui, ex-editor e proprietário do Jornal Primeira Hora, para o qual escrevi, em uma das mensagens e está levantando diversas calúnias com meu nome, ou seja, processo na certa. Mas processo a quem se a pessoa não tem nem a careta de dizer quem é?
Será que na sexta aparecerei como a mais nova traficante de Rio das Ostras na primeira página? Comédia! Sim porque esse ser não identificado só fala em maconha, cocaína e usou o termo ‘caro’, que já não sei se é crak ou gíria para outra substância alucinógena. Há muitos erros de português nas mensagens. Demonstração completa de desespero... muita apelação!
Leonor Bianchi (Jornalista Rio das Ostras)

18 - Alô pessoal!
Acho que jogar essa discussão na rua é uma atitude foda e essencial! É uma atitude! o mundo esta precisando. Mas é muito importante despersonalizar a questão. O buraco é muito mais embaixo.
Seria interessante que este coletivo consolidasse um documento, que já pudesse ser espalhado pelos blog´s, saites, listas de email e afins. Seria um primeiro passo, que pode ajudar a dinamizar os que virão.
Podem contar conosco aqui do OAHM
Igor barradas - Observatório Ambiental Humano Mar

19 - Sobre a idéia de construir um material próprio, uma reflexão do Gramsci de 1916, retirado do sitio: http://www.marxists.org/portugues/gramsci/1916/mes/jornais.htm
Se Chama "Os Jornais e os Operários", é texto interessante, só que nesse caso não podemos cancelar a assinatura, pois pagamos de forma compulsória via impostos... Mas ao menos podemos construir um próprio independente
Abraços, Matheus Thomaz

20 - Muito bom o texto!!!
Acabei de encaminhar um novo email ao grupo, já com uma proposta de texto em resposta à nota publicada no Jornal O Debate.
Proponho também que não esgotemos a discussão com isso. esta conversa sobre comunicação, liberdade e poder tá mto interessante. podemos pensar em novas ações a partir daí. Essa história da produção de um jornal parece ser um bom caminho...por onde começamos?
E vamos incluir esse texto do Gramsci no nosso número zero!!! rsss
Tati Tavares

21 - Pontuando duas coisas:
- Esse episódio ilustra uma realidade que está acontecendo em várias cidades, em relação à comunicação, principalmente do conluio entre jornais impressos e poder político local. Geralmente, mal escritos, mal diagramados, babando ovo das "personalidades" da cidade, publicando matérias pagas escrotas e louvando os maiores canalhas do pedaço, tudo é muito igual. (Aliás, fico feliz em saber que não é só na minha Baixada que isso acontece hehe).
- Não sei se o jogo tá virando ou vai virar, mas há elementos novos na área. O principal deles atende por vários nomes: MIDIALIVRISMO, ATIVISMO WEB, MARKETING VIRAL, BLOGOSFERA. Impregnar, romper os limites da cidade, constranger os poderes locais, criar redes, se articular com redes fortes que já existem - e existem redes beeem barulhentas e fortes hoje.
Um caso simples e próximo é o escândalo dos banheiros de 30 mil reais cada na Câmara de Vereadores de São Pedro da Aldeia. Seria apenas mais um escândalo que não daria em nada e seria esquecido, mas A PARTIR DA ATUAÇÃO DE UM BLOG LOCAL (chegando a ser chato) a denúncia chegou à população e ao Ministério Público. E há casos assim pipocando por aí.
- A outra coisa é recuperar a fala do Igor: é preciso despersonalizar essa parada. Digo isso pois é mais fácil a reação tentar desqualificar uma ou duas pessoas, criando factóides, calúnias, ameaças pessoais. E fiquei agoniado com as ameaças à Leonor. (Isso também me lembra muito a minha Baixada pré-Internet...)
No mais, estamos atentos e prontos pra agir juntos.
beijos e abraços a todos,
Heraldo HB

por Tati Tavares em 10.12.2009
22 - Esse tipo de banditismo midiático precisa ser combatido mesmo.
Como o HB colocou bem, o jogo está para virar. Está na mão dessa nova geração que está tomando de assalto os meios não-tradicionais de comunicação.
Infelizmente na nossa medíocre Blogsfera, os grandes atores dessa peça midiática ainda não acordaram para o poder que tem nas mãos.
Blogs com 15.000, 35.000 visitas diárias, batem muitos jornais e revistas.
A própria Fazenda Virtual, tem uma visitação mensal maior que o número de Revistas Piauí nesse mesmo período.
O poder está aí, temos que derrubar esses feudos de comunicação.

23 - Josinaldo Medeiros, Observatório Ambiental Humano Mar
E o texto circula pela net:
http://fazendavirtual.wordpress.com/2009/12/09/coisas-de-rio-das-ostras/
Blogueiros, uni-vos! Divulga pra geral!
Josinaldo Medeiros, Observatório Ambiental Humano Mar


24 - Digo e repito: isso tem que virar um filme!
Paulo Mainhard, Observatório Ambiental Humano Mar


25 - Excelente abordagem! (sobre o texto do Manifesto)
Eduardo Taddei, I-Conecta Networks, Rio das Ostras – RJ


26 - Oi Leonor !
Realmente engraçado, muito engraçado, se fosse um quadro do Casseta e Planeta, mas sendo realidade só consegue ser triste e revoltante o texto da pobre senhora Jussara Leite sobre os mendigos em Rio das Ostras.
Dá pra ver perfeitamente estampada ali uma alma nauseabunda de pessoa que se julga superior aos demais. A Juventude Hitlerista de Berlim estava repleta dessas. Eles sempre apelam ao maniqueísmo : bom/mau, sujo/limpo, etc. E as soluções são sempre fáceis e radicais : elimine o problema sem pensar em suas causas.
Na verdade os verdadeiros mendigos morais são essas pessoas, pois são seres humanos movidos pelo rancor e pela soberba.
Um beijão pra você e faça o uso que quiser desse e-mail, forçaí !
Carlo Filipe Estolano.

27 - Bom dia, minha amiga, tudo bom ?! Li o seu outro e-mail de repúdio à nota de Jussara Leite no "O Debate". Concordo com sua opinião. Na minha opinião, a quem se coloca como comentarista social, político, etc e tal é necessário saber usar as palavras na formação de frases expondo suas idéias de modo às vezes sutil ou diretamente enfático, nunca não sendo grotesca - é claro, dependendo da linha editorial de quem escreva.
No geral, unindo a sua opinião, a minha, a dela e de outras tantas pessoas sobre quaisquer temáticas atuais,esperamos que algumas mudanças aconteçam realmente.Caminhos para essas mudanças existente,como ONGs, Associações, Conselhos, enfim...então quem estiver muito, muitíssimo preocupado em encontrar soluções, colocando de lado algumas horas de sua vida pessoal em benefício do coletivo, deveria buscar integrar-se a instituições afins.Dessa forma, sim, estariam exercendo sua cidadania comprovada no argumento de melhorias pela Sociedade. Se assim não o façam...são mais um na multidão, diferenciado apenas por ter seus pensamentos lidos por muitos outros cidadãos.
Quem não sabe que há nas esferas políticas um jogo de interesse e favoritismo a cada grupo de atuação ?! Pronto... a partir dessa linha de pensamento, cada cidadão, cada instituição, faça sua estratégia no jogo.
Sua nota de repúdio e meu comentário a você, por exemplo, são formas de se jogar.
Abração, parabéns, por mostrar que Jornalismo e Jornalista não é um grupo que se diz saber escrever... é um grupo que sabe raciocinar, interpretar e colocar publicamente pensamentos e informações de modo ordenado ao bom entendimento geral!
Maurício Rocha (Fotógrafo da SECOM Rio das Ostras)


28 - Isso precisa ir para o Portal...
Bruno Mattos


29 - Prezada Leonor,
Há muito não nos falamos pessoalmente e, portanto, não vejo razão para fazer rodeios e possamos falar diretamente.
Recebi seu e-mail com a nota de repúdio à colunista de outro jornal que circula em nossa região. Não vou tecer comentários sobre o conteúdo, nem do seu e-mail nem da coluna referida, até porque acredito que a liberdade de expressão faz parte da imprensa livre, cidadã e democrática, assim como as críticas recebidas.
Contudo, não posso concordar quando você coloca a todos os veículos no mesmo limbo sem sequer saber o quanto é difícil manter-se num mercado onde a disputa é, muitas vezes, desleal. Minha afirmativa deve-se ao fato de somente conhecer seu trabalho jornalístico em mídia impressa semanalmente quando de sua época no jornal de Cabo Frio, que foi inclusive premiada. Ainda assim, com trabalho assalariado e descompromissado com os interesses de uma empresa que muito faz para sobreviver.
Talvez você não concorde com minhas alegações - é um direito, porém, peço a gentileza de quando se referir ao meu trabalho tenha tanto respeito por ele quanto tenho por você.
Atenciosamente,
Ronaldo Brandão, Psicólogo – Jornalista - Associação Brasileira de Jornalistas - Sócio Fundador - Inscrição nº 024

30 - Chocante prima...
Bacana sua revolta...conte conosco..
Beijos nega...
Ernesto Pablo da Mata Machado Jardim - Msc. Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social

por Tati Tavares em 10.12.2009
31 - Olá pessoal,
Segue abaixo a nota de Jussara Leite, colunista do jornal O Debate, e a proposta coletiva de resposta em repúdio à sua infeliz colocação quanto aos moradores de rua de Rio das Ostras.
Em sua nota é clara a visão de um olhar higienista, discriminatório e preconceituoso, além de esta não ser simplesmente uma postura atual. Esse olhar que atravessa a colunista em sua colocação tem história, remete-nos às práticas higienistas na Paris do Barão de Haussmann, qual foi a inspiração para a reforma urbana de Pereira Passos no Rio de Janeiro no século XIX: tira-se a população pobre do centro, detona-se com cortiços e os 'transfere' para outros cantos da cidade, afim de que a cidade fique bela, atraia turistas e seja um lugar bom e digno para se viver. Logo, este é um olhar que produz práticas, e é reproduzido por pessoas, políticas públicas de nossa cidade, e até mesmo em uma simples nota de indignação até os dias de hoje...
Justamente por tudo isso, segue a construção do manifesto: para que não nos acostumemos em engolir o que não bate bem, para que provoque outras maneiras possíveis de se olhar a diferença e que opiniões publicadas em jornais não passem como opinião hegemônica da população, afim de que seja possível produzir políticas realmente mais humanas e sociais.
Nina.

32 - Ola, esta repórter não só descrimina os mendigos da cidade, como também os travestis, comparando-os com traficantes e assaltantes, sem contar que descrimina também os ciganos, vamos ver no que vai dar estas palavras infelizes.
Fátima Moreeuw

33 - Tati, solicitei ao administrador do grupo politica_socioambiental-mra5 que te convide para o grupo e estou enviando um comentário de nosso prezado amigo sobre o acontecimento que vocês tão maravilhosamente deram publicidade.
Grande abraço e alegria por reencontra-la mesmo no campo virtual.
Bebeto

Querid@s amig@s,
Alguém poderia alertar a "jornalista" em questão que, em passado não muito distante, houve um enorme movimento nacional em um país europeu bastante desenvolvido culturalmente. Neste movimento considerava-se uma base de pureza social que impunha a exclusão de ciganos, judeus, comunistas, homossexuais, portadores de deficiências físicas e mentais e quaisquer outras "diferenças da normalidade" pura e ariana. Este movimento custou à humanidade o extermínio, em campos de combate e de concentração, de mais de 25 milhões de vidas humanas e desembocou num processo denominado guerra fria. Einstein supunha que existiria um limite para a genialidade mais não que não existem quaisquer limites para a estupidez. Querer eliminar a ferida exposta e criada pela (quase que planejada) desigualdade imposta à MRA5 através da exportação de párias criados pelas hostes do endinheiramento fácil é como o sujeito que não gostando da paisagem manda cimentar a janela. Recebemos a graça de termos espírito mas junto com o presente vem a obrigação de lustrar e ilustrar esse mesmo espírito. Quem conhece um mínimo de história, seja do mundo seja do seu bairro, sabe que a brutalidade e a arrogância são becos sem saída.
Um beijo
Yucatán

34 - Vamos dar visibilidade a questão. Vejam em: http://amenidadeseinsanidades.blogspot.com/2009/12/repudio.html
Valcir Gonçalves

35 - Boa noite, Tati,sou Renê Dutra da Silva e gostaria de assinar o texto resposta ao artigo fascista, preconceituoso etc etc, da senhora Jussara.Assino indignado o artigo. Sou Coordenador Geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio das Ostras.
O que precisar estamos a disposiçaõ. Já enviei para outros contatos....
Renê

36 - Repudio com indignação a nota da ‘jornalista’ Jussara Leite publicada no jornal “O Debate” de Rio das Ostras:
Nivaldo Lemos, jornalista/publicitário, agência NBS, Rio de Janeiro-RJ

por Tati Tavares em 10.12.2009
31 - Olá pessoal,
Segue abaixo a nota de Jussara Leite, colunista do jornal O Debate, e a proposta coletiva de resposta em repúdio à sua infeliz colocação quanto aos moradores de rua de Rio das Ostras.
Em sua nota é clara a visão de um olhar higienista, discriminatório e preconceituoso, além de esta não ser simplesmente uma postura atual. Esse olhar que atravessa a colunista em sua colocação tem história, remete-nos às práticas higienistas na Paris do Barão de Haussmann, qual foi a inspiração para a reforma urbana de Pereira Passos no Rio de Janeiro no século XIX: tira-se a população pobre do centro, detona-se com cortiços e os 'transfere' para outros cantos da cidade, afim de que a cidade fique bela, atraia turistas e seja um lugar bom e digno para se viver. Logo, este é um olhar que produz práticas, e é reproduzido por pessoas, políticas públicas de nossa cidade, e até mesmo em uma simples nota de indignação até os dias de hoje...
Justamente por tudo isso, segue a construção do manifesto: para que não nos acostumemos em engolir o que não bate bem, para que provoque outras maneiras possíveis de se olhar a diferença e que opiniões publicadas em jornais não passem como opinião hegemônica da população, afim de que seja possível produzir políticas realmente mais humanas e sociais.
Nina.

32 - Ola, esta repórter não só descrimina os mendigos da cidade, como também os travestis, comparando-os com traficantes e assaltantes, sem contar que descrimina também os ciganos, vamos ver no que vai dar estas palavras infelizes.
Fátima Moreeuw

33 - Tati, solicitei ao administrador do grupo politica_socioambiental-mra5 que te convide para o grupo e estou enviando um comentário de nosso prezado amigo sobre o acontecimento que vocês tão maravilhosamente deram publicidade.
Grande abraço e alegria por reencontra-la mesmo no campo virtual.
Bebeto

Querid@s amig@s,
Alguém poderia alertar a "jornalista" em questão que, em passado não muito distante, houve um enorme movimento nacional em um país europeu bastante desenvolvido culturalmente. Neste movimento considerava-se uma base de pureza social que impunha a exclusão de ciganos, judeus, comunistas, homossexuais, portadores de deficiências físicas e mentais e quaisquer outras "diferenças da normalidade" pura e ariana. Este movimento custou à humanidade o extermínio, em campos de combate e de concentração, de mais de 25 milhões de vidas humanas e desembocou num processo denominado guerra fria. Einstein supunha que existiria um limite para a genialidade mais não que não existem quaisquer limites para a estupidez. Querer eliminar a ferida exposta e criada pela (quase que planejada) desigualdade imposta à MRA5 através da exportação de párias criados pelas hostes do endinheiramento fácil é como o sujeito que não gostando da paisagem manda cimentar a janela. Recebemos a graça de termos espírito mas junto com o presente vem a obrigação de lustrar e ilustrar esse mesmo espírito. Quem conhece um mínimo de história, seja do mundo seja do seu bairro, sabe que a brutalidade e a arrogância são becos sem saída.
Um beijo
Yucatán

34 - Vamos dar visibilidade a questão. Vejam em: http://amenidadeseinsanidades.blogspot.com/2009/12/repudio.html
Valcir Gonçalves

35 - Boa noite, Tati,sou Renê Dutra da Silva e gostaria de assinar o texto resposta ao artigo fascista, preconceituoso etc etc, da senhora Jussara.Assino indignado o artigo. Sou Coordenador Geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio das Ostras.
O que precisar estamos a disposiçaõ. Já enviei para outros contatos....
Renê

36 - Repudio com indignação a nota da ‘jornalista’ Jussara Leite publicada no jornal “O Debate” de Rio das Ostras:
Nivaldo Lemos, jornalista/publicitário, agência NBS, Rio de Janeiro-RJ

por Tati Tavares em 11.12.2009


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